[exposição individual]

Sol


Nova York, 2026 | SLAG&RX

Texto curatorial por Simon Watson

Sol

“SOL não é apenas uma exposição, é uma jornada, uma instalação que toca as pessoas a partir da metáfora do sol como vibração de vida. A exposição conecta elementos presentes em projetos recentes da artista e cria um ambiente onde pintura, espaço e percepção se encontram”, afirma o curador.

As obras são apresentadas em um ambiente desenhado por Tito Ficarelli do ARKITITO, especialmente desenvolvido para o projeto, com paredes em tons profundos que remetem à densidade da floresta tropical e um piso metálico dourado, trazendo o brilho solar para o espaço expositivo. 

A exposição parte da observação do sol como força vital, elemento que estrutura ciclos naturais e atravessa a memória da artista desde sua infância na Serra da Mantiqueira. “O sol sempre me interessou menos como imagem e mais como energia. Me ocupo em pensar em como trabalhar luz em tempos obscuros. Vejo pessoas sendo verdadeiramente atravessadas por forças invisíveis que pulsam vitalidade nesse trabalho e é nessa capacidade que a arte tem de transformar espaços e pessoas que eu acredito!”, afirma Gottschalk. As obras resultam em superfícies vibrantes, nas quais gesto e matéria parecem registrar processos em constante transformação.

Sarina Tang, considerada uma das mais potentes embaixatrizes da Arte, curadora independente e autora do livro “Troposphere Shared – Artists Brazil China”, que inclui Luiza entre 21 artistas brasileiros selecionados, assina um texto crítico sobre a obra da artista. Tang observa em seu ensaio a dimensão energética presente nas pinturas de Gottschalk: “Uma primeira reação às pinturas de Luiza Gottschalk é a sensação de energia em movimento. A coreografia do gesto no próprio ato de pintar produz imagens fluidas, nas quais memórias, paisagens e emoções parecem emergir à superfície”.

Em “SOL”, Gottschalk aprofunda sua investigação sobre a pintura como campo de experiência sensível, onde matéria, tempo e memória se entrelaçam. A exposição marca mais um passo na internacionalização da artista e propõe ao público uma aproximação direta com os processos artísticos que atravessam e vão além do resultado final.

Nova Iorque é o segundo destino de SOL que segue seu itinerário para o terceiro continente, com propostas sendo desenhadas em Pequim, na China. Curada pelo articulador internacional Simon Watson, que é reconhecido por promover diálogos entre artistas brasileiros e o circuito global, a exposição foi concebida como uma instalação imersiva composta por dezesseis pinturas inéditas.